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Arquivos Mensais: fevereiro 2016 [f2016Mon, 29 Feb 2016 08:26:12 +000002am292016 29America/Sao_Paulo 29am29am 29201612 amMon, 29 Feb 2016 08:26:12 +0000q00000026v201612 02America/Sao_Paulo212am2612]

Contos Mínimos # 491 a 500

491. As andorinhas engendram e sonham e tecem primaveras e verões porque essa é a sua sina. É para isso que foram criadas. Elas trabalham no inverno, quando ninguém pensa em sua existência. 492. O ônibus saiu de seu trajeto habitual e avançou por outras ruas e avenidas. Um velhinho, sentado no banco da frente, […]

29 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos Minímos contos, mínimos

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A família do Durval

– Aqui está a nota fiscal, senhor, com o respectivo número de série e o selo de qualidade. Sua família o espera depois daquela porta de vidro. Bom dia. Durval agradeceu ao funcionário e guardou o documento no bolso. Já conhecia o procedimento, não era a primeira vez que contratava os serviços daquela agência. Esperava, […]

26 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos família

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O resto

Enumere para si mesmo as coisas mais importantes deste mundo: Uma pessoa. Um objeto. Uma lembrança. Uma viagem. Uma paisagem. Um desejo. Um caminho difícil, rasgando trilhas para ver o pôr do sol de um lugar privilegiado. Uma conversa. Uma emoção. Um amor. Um beijo. Um abraço. Um aperto de mão. Uns olhos. Uns braços. […]

25 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Prosa Poética resto

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Amanhã, sem falta

Começo amanhã, sem falta, Marly diz baixinho à moça linda que, no painel luminoso do anúncio, tenta convencer de que, sim, é possível. No ponto do ônibus não há ninguém mais linda e magra que ela – e ela sabe disso, e seu sorriso é incansável, não se desfaz nunca. O painel gira e a […]

24 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos corpo, gorda, magra

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O homem-avestruz

Um homem viaja de trem todos os dias, de sua cidadezinha até a capital, a trabalho. E todos os dias, num ponto determinado do trajeto, levanta os olhos do jornal e olha pela janela para vê-la. Lá está, no meio de uma vasta plantação de trigo, uma menina vestida com uniforme escolar e duas fitas […]

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Irrealizáveis desejos

O de uma mulher que não quer encontrar o príncipe encantado, mas um homem a quem possa converter em um príncipe encantado. O de um homem que busca uma mulher que não queira convertê-lo em um príncipe encantado. O de um cego que anseia enxergar para deixar de escutar os sons do silêncio. O do […]

22 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Prosa Poética desejo, desejos

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Um não sei quê

Hoje amanheci com um não sei quê incômodo, um desconforto na alma, um aperto no coração, um nó na garganta.   Meu coração, arrítmico, às vezes dispara, e palpita sem razão aparente. O que será esse não sei quê? Será solidão? Será desilusão? Algum desgosto, alguma desesperança, alguma dor oculta?   Talvez seja só o […]

19 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Poesia tempo, xadrez

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O começo de tudo

Pôs um poema na mochila e iniciou a caminhada rumo aos seus sonhos. Errou o caminho e, ao final da jornada, encontrou o começo de tudo. Ali criou um novo poema e novamente foi andando na direção dos sonhos. Chegou lá, e pensou que lá fosse o final, mas era apenas o começo de tudo. […]

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Entre parênteses

Há cidades que têm lugares assim: peculiares. Únicos. São lugares cuja vida está entre parênteses, suspensa no ar, alheia ao vento, ao tempo e ao que ocorre no entorno. Não é tarefa fácil encontrá-los, nem são encontrados como se busca qualquer outro lugar. Sei disso porque dou de cara com lugares assim sem que me […]

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A chuva lá fora

Chovia muito naquela noite, mas lá dentro não havia janela, de modo que só se sabia da tempestade pelo barulho. Ele estava tranquilo, pelo menos aparentava estar. Acomodou-se como pôde na cadeira e bebeu em silêncio a taça de vinho tinto, em pequenos goles. Seus olhos vagavam pelo cômodo pequeno e se notava sua intenção […]

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Contos Mínimos # 481 a 490

481. A primeira coisa que uma pessoa deve fazer assim que se levanta da cama e abre a janela é envergonhar-se de si mesma. 482. Nós, as pessoas sensatas e de bem, temos a capacidade de escolher e também o direito de, às vezes, nos equivocar. Eu escolhi me sentar no sofá; você, na poltrona […]

15 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos Minímos contos, mínimos

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Vovô

Com o penico numa das mãos e um apagão na memória, meu avô viúvo veio morar em nossa casa. Passava os dias sentado na cadeira da varanda, olhando o vazio. Às vezes me chamava para perto dele e perguntava quem eu era. De uns dias pra cá deu para inventar histórias. Contava casos de vidas […]

11 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos aluguel, apagão, memória, vovó

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Lurdinha

Quando Lurdinha nasceu, exclamaram Coitada! Com o passar dos meses, acrescentaram ao Coitada! a frase Olhe a cabecinha dela, que pequenininha! Lurdinha cresceu com sua pequena cabeça e foi feliz, mesmo que não entendesse tudo o que a mãe lhe dizia. Chegou à avançada idade de seis anos sem assimilar muita coisa, embora compreendesse o […]

10 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos coitada, Lurdinha, poesia

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A conferência

Morena, estatura mediana e os lábios com o desenho mais lindo que ele já tinha visto: a jovem que se sentou na primeira fila do auditório vestia uma saia preta, não muito justa, com meias igualmente escuras, e transparentes. A blusinha branca tinha dois botões abertos, dois, não, três, estou vendo três botões abertos. Ela […]

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Hortênsia no vermelho

A boca de Hortênsia secou quando viu a silhueta do andarilho recortada contra o céu vermelho: sabia que algo diferente estava para acontecer naquela cidade de fim de mundo. Seu corpo sentiu um frêmito e ela sorriu levemente. Segurou o cabelo negro com as duas mãos e abriu bem os olhos: não queria perder detalhe. […]

1 de fevereiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos demônio, fogo, vermelho

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