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9 de junho de 2020

A fatura

Celeste enveredou pela rua que dava na Porta do Triunfo.

Hoje anda com o nariz empinado.

 

Reginaldo, com passo firme, cruzou a Praça do Desengano

— e se arrependeu amargamente.

 

Maria foi na direção da igreja, primeira à direita.

Tornou-se repositório de preconceitos e maledicências.

 

Henrique, ávido por conhecer o mundo, não foi capaz de abrir nenhuma porta que o levasse para lá e acabou não saindo do lugar. Elisa, essa sim, descobriu um atalho e partiu mundo afora. Ninguém nunca mais a viu.

 

A vida passou e, no tempo certo, apresentou a fatura:

todos acharam o preço alto demais.

 




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