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10 de setembro de 2014

De pedra, sangue e poeira

Ah, Israel!, ah, Palestina!

Não há tragédia grega que cante o horror que nasce da tua poeira,

da tua terra seca, do teu céu feito de fumaça,

das pedras que teus soldados pisam diariamente,

da paisagem morta que a cada minuto assombra o mundo.

 

Para, Israel!, para, Palestina!

Teus mortos estão cansados de esperar por sepultamento,

tuas crianças já morreram de fome ou de bala,

tuas casas já estão no chão, escombros sem nome,

já ninguém tem nada que possa chamar de seu.

 

Chega, Israel!, chega, Palestina!

Tuas mulheres não aguentam mais chorar por seus filhos e maridos,

nem parir novos soldados para engrossar teus exércitos,

nem amaldiçoar todas as religiões, nem lavar o sangue do teu deserto.

Tuas mulheres estão cansadas.

 

Pensa, Israel!, pensa, Palestina!

Matar em nome de Deus O transforma em assassino.

Teu Deus é um Deus sedento de sangue?

Teu Deus é o Deus do ódio?

Quem é o teu Deus?

 

Basta, Israel!, basta, Palestina!

Em pouco tempo a tua Terra Santa será apenas um gigantesco cemitério,

onde só haverá silêncio, como em todos os cemitérios.

Quem chorará por ti, Israel?

Quem clamará por ti, Palestina?

 




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  1. Embora esteja utilizando a poesia para falar de Israel e Palestina, discordo do tratamento igualitário dado aos dois. O que você faria se fosse a palestina e tivesse sua casa roubada, suas mulheres estupradas e seus homens levados a prisão sem motivo?
    Como a Palestina, você também não daria motivos para Israel?
    Sobre o tema vale a pena ver uma conversa do político da Escócia (?) com um judeu. procure no youtube:

    George Galoway e Palestina

    abraço e parabéns pelo blog

    • Querido Valdir, obrigado pelo comentário. Escrevi esse poema num dia em que os jornais da TV falaram o dia inteiro sobre esse conflito. Era o cessar-fogo de algumas horas, quebrado repentinamente pela Palestina, que não cumpriu o acordo. Acho que nesse derramamento infindável de sangue não há um culpado só. Os dois lados têm culpa. Quis que o poema refletisse isso. Eu não tomei partido mesmo, e acho que os dois lados estão errados. Há maneiras de resolver a questão, sem que crianças, velhos e mulheres percam a vida numa guerra estúpida. Vou procurar o vídeo que vc indicou, mas duvido muito que eu mude de ideia. Abração.

  2.     
                        
              
            
                

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