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4 de dezembro de 2018

A mulher narra (relato em que as palavras não chegam; quando chegam, não bastam)

Depois de o último bar fechar, já de madrugada, ele me convidou para. Propus que fôssemos à minha. Na porta, antes de, ele jurou Você está em sua casa, não vou fazer nada que você não. Tiramos a roupa, nos metemos na cama e nos buscamos com. Agarrou meu braço quando fui abrir a gaveta do criado-mudo para. Hoje quero fazer sem, é bem mais gostoso, disse, muito sério. E vamos fazer diferente de, você vai gostar. Eu me neguei, mas ele me encurralou contra. Nunca imaginei que fosse capaz de, porque nos conhecíamos desde, quando em. Gemi de dor, de raiva, presa entre. Desviei os olhos da, tentei olhar para, enquanto me perguntava, em silêncio, por e até, sem entender seus motivos para. Supliquei que, por favor, parasse, por. Mas ele não parava, e mais. Continuou até. Não consegui me livrar de, até que ficou esgotado, exausto, sem. Enquanto se vestia como se nada, me aconselhou a não contar a ninguém o que. Foi embora. Ouvi a batida da porta da frente. Fiquei sozinha, e chorei sobre. Ainda me custa encontrar as palavras para. Ainda não consigo entender o que. Ainda não sei explicar tanta.

 




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4 de dezembro de 2018 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/mbaggio/" title="Visualizar todas as postagens por Mario baggio" rel="author">Mario baggio Contos mulher, relato

               
              
            
                

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