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16 de outubro de 2014

Ao nível do chão

ao nível do chão

E grito aos quatro ventos:

não importa a altura do voo,

não importa a envergadura das asas,

não importa a paisagem iluminada vista do alto,

não importa que rompamos limites

e o orgulho nos encha o peito de vã alegria.

 

Não importa nada

porque sempre retornamos ao nível do chão.

 

Nossos pés, planta de fundas raízes,

sabem do chão.

Que é chão,

que é superfície,

que é passo, pedra, poeira, folhas secas,

caminho e ancestralidade,

partida e chegada.

 

Nossos olhos sabem das estrelas e do horizonte,

nossas mãos, do trabalho e do carinho,

nossos joelhos, da devoção.

 

De tudo isso sabemos

e tudo isso não importa

porque sempre retornamos ao nível do chão.

 




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