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28 de dezembro de 2020

As palavras do livro sagrado

Nos dias finais de uma terrível doença, que o manteve em coma por várias semanas, Juarez morreu aos cinquenta e cinco anos. Na cerimônia de cremação de seu corpo, o sacerdote chamado para oficializar o ato, no intuito de confortar e consolar os que ali estavam presentes, escolheu um texto bíblico que julgou apropriado para a ocasião. Assim foram as palavras lidas no livro sagrado: “O Senhor sempre chama para junto do Si os melhores, os mais virtuosos, os mais probos.” Olhou para o caixão onde estava o corpo de Juarez e continuou: “Era justo e viveu entre injustos. Era generoso e esteve sempre no meio de egoístas. Era puro e passou a vida cercado de pecadores. Era um homem do bem e viveu rodeado por homens do mal. Por todas as suas virtudes, o Senhor quis tê-lo a Seu lado. Somente um ser humano como ele podia ser escolhido para subir aos céus e passar a eternidade ao lado do Criador.”

Os que rodeavam Juarez, enquanto ele viveu, estavam ali presentes: seus familiares, seus amigos, seus colegas de trabalho, sua esposa, seus filhos. Ou seja, todos nós — que, aos olhos do Criador, éramos os injustos, os egoístas, os pecadores, os homens do mal. Foi uma grande surpresa (e um alívio) quando, no final da celebração, o padre nos deu a bênção e permitiu que voltássemos em paz e tranquilidade para casa.

 




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