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23 de fevereiro de 2015

As pernas

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Era uma sensação estranha e, ao mesmo tempo, arrebatadora: ao avançar sobre a areia, eu quase podia distinguir um a um os grãos sob meus pés. Eles encaixavam perfeitamente em cada poro e era como se eu andasse nas nuvens. Ela estava a meu lado, a mulher mais bela do mundo, que me apertava as mãos e me impulsionava para seguir adiante. O mar à nossa frente era a metáfora perfeita de nossa felicidade: imensa e líquida, transbordante. Nós nos olhávamos e sorríamos, e seguimos caminhando. Sim, caminhando. Porque nos sonhos – e em cada sonho desde o acidente – eu ainda tenho as duas pernas.

 

 




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