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29 de abril de 2015

Balada do homem honesto

honestidade

Era uma vez um homem. Honesto, limpo, decente e trabalhador. Constante. Desprendido. Não bebia. Não fumava. Não jogava. Pagava seus impostos. Não sonhava. Abria portas para todos com gentileza. Fechava os olhos quando rezava. Nunca deu motivos para que duvidassem de sua reputação e nunca questionou a reputação de outrem. Jamais foi pego dormindo no serviço. Respeitava as leis. Era a imagem viva da integridade. Morreu há alguns dias de causas naturais. Hoje ninguém se lembra dele, mas pode ser que alguma pessoa, puxando pela memória, diga Ah, sim, espere. Acho que me lembro. Era um homem honesto. Isso é a única coisa que dirão: era um homem honesto. Porque não há nada mais que se possa falar sobre ele.

 




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