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15 de maio de 2020

Casa aberta

Deixe-as abertas, dizia minha mãe, sempre abertas.

Não vai acontecer nada. Não há nada que roubar.

Abertas

para presentear a todos nossa alegria a mancheias. Fartura.

As garrafas de afeto nunca vazias, prontas para o oferecimento

e o consumo.

Os copos ali na mesa, que se sirvam todos sem modéstia.

Pleno o coração de bondade e abrigo,

pobres de moedas nossas mãos, que isso pouco vale agora.

A dignidade nunca disponível para venda.

Todos sãos (os que têm esse luxo)

e (ainda) salvos.

Entrem.

 




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