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21 de novembro de 2016

Ciência

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Eu sei — porque de alguma maneira foi-me dado saber — que todas as relações são misteriosas, todas as amarguras são transitórias, todas as aventuras são memoráveis, todos os ganhadores são vaidosos, todos os fanatismos são incompreensíveis, todos os exilados são inconsoláveis, todo renascimento, celebrável.

Todas as teorias, suspeitas; as multidões, caprichosas; os caminhos, provisórios; as reverências, aos que fazem o bem; as decisões, reparáveis; as evidências, contraditórias; as tentações, confessáveis; os inimigos, perigosos; os impostores, imprevisíveis; os arrogantes, insuportáveis.

Toda — toda! — forma de amor, louvável.

Todos — todos! — os governos, corruptíveis.

A natureza, adorável.

Todas as amizades, maravilhosas; as maldições, relegáveis ao esquecimento; as religiões e as conclusões, discutíveis; os palavrões, saudáveis; as máquinas e seus mecanismos, defeituosos; os ditadores, detestáveis.

Todos os andarilhos, incansáveis; os pacifistas, imprescindíveis; o submerso e o que vem à tona, investigável; crimes hediondos, inafiançáveis; as alegrias e as conquistas, compartilháveis; as proibições, abomináveis; as diferenças, toleráveis.

Toda tristeza e todo mal, findáveis.

Tenho ciência e fé. E, quando o amanhecer se fizer presente, viverei, viverei!

 




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21 de novembro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Prosa Poética ciência,

              
            
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