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15 de setembro de 2020

Mundo novo

Olho fotografias,

ressuscito lembranças adormecidas,

acaricio a tatuagem no lado esquerdo do meu peito

(meu idioma, meu vocabulário, minha rainha-palavra)

e digo adeus ao mundo que conheci e amei.

 

Miro o desterro,

cruzo a fronteira com o coração flechado e exangue,

fecho os olhos,

puxo o Sossego para perto de mim (Sossego é o meu cachorro)

e encaro o mundo novo.

O mundo do medo perpétuo:

 

o mundo insuportável

dos vivos mortos.

 




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