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1 de setembro de 2017

O medo do carrasco

O carrasco despertou no meio da noite, assustado.

Suava, podia-se ver. E tinha medo, não havia dúvida.

Voltou a fechar os olhos já ia alta a madrugada,

mas não dormiu.

Estava pálido, podia-se ver. E tinha medo, não havia dúvida.

 

A manhã surgiu da maneira como surgem as manhãs,

e ele foi trabalhar.

Chegou à Praça Principal na hora exata.

Com a precisão que o tinha tornado famoso,

desceu o machado sobre o pescoço do assassino,

e acompanhou com os olhos, em silêncio, a cabeça que rolou para fora do cadafalso.

Suava, podia-se ver. E tinha medo, não havia dúvida.

 




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1 de setembro de 2017 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/mbaggio/" title="Visualizar todas as postagens por Mario baggio" rel="author">Mario baggio Poesia carrasco, machado, medo

               
              
            
                

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