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25 de fevereiro de 2016

O resto

pegadas-na-areiaEnumere para si mesmo as coisas mais importantes deste mundo:

Uma pessoa. Um objeto. Uma lembrança. Uma viagem. Uma paisagem. Um desejo. Um caminho difícil, rasgando trilhas para ver o pôr do sol de um lugar privilegiado. Uma conversa. Uma emoção. Um amor. Um beijo. Um abraço. Um aperto de mão. Uns olhos. Uns braços. Mãos.

Esqueça as perdas. Elas já foram contabilizadas. Pense só nos ganhos.

Apenas o essencial, aquilo que você não trocaria por nada, nem por ninguém; aquilo que você não venderia por dinheiro algum.

Pense somente no indispensável, cuja falta lhe traria um sofrimento sem cura.

Escolha feita, descanse e proteja o seu tesouro. E lembre-se:

o que mais importa pode ser pouco, mas imenso;

se puser preço no essencial, o preço acaba sendo você;

somente o necessário é necessário.

É isso – apenas isso – que o fará pensar: Como a vida é boa!

O resto – todo o resto, tudo o que sobra, tudo o que exacerba, tudo o que extrapola, é só resto.

E resto não tem serventia.

 




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