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18 de novembro de 2014

Os caramelos

caramelos

No pote transparente sobre a mesa os caramelos dormem seu sono açucarado e sem sobressaltos. Estão serenos e descansam. A mão que escolherá um deles ainda está longe, escondida no bolso do casaco, cujo dono caminha despreocupadamente pela calçada, de volta do trabalho. Agora a mão empunha a chave, mete-a na fechadura e abre a porta. A luz da lua invade a sala e tinge de prata a mesa e o pote transparente sobre a mesa. Os caramelos lentamente saem de sua letargia e começam a se agitar, cada um deles rezando a seu deus particular e colorido (de verde, de vermelho, de laranja) que lhe dê a graça de ser o escolhido e dissolver-se no céu de uma boca.




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