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27 de dezembro de 2017

Os líquidos

Os poemas, quando vêm à tona,

não passam de papel molhado.

Molhado

com sangue,

com suor,

com lágrimas,

com rios e mares,

com chuva,

com orvalho,

com vinho,

com bile,

com sêmen,

com saliva e cuspe,

e com outros líquidos que, juntos e de maneira coordenada,

dão forma e substância a eles.

 




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