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7 de novembro de 2014

Outros hábitos

freiras

Quando a irmã Maria dos Anjos morreu, os sinos do convento soaram melancolicamente. Todas as freiras se ajoelharam e entoaram cânticos em homenagem àquela cuja alma fora chamada pelo Pai. Como era boa a irmã Maria dos Anjos! Que grande coração tinha ela! E quantas qualidades! Foi uma pena ter partido tão jovem, mas os desígnios de Deus são mesmo um mistério. Era tão generosa e santa que, assim que deu o último suspiro, um delicado perfume saiu de seu corpo inerte, impregnando o ar e as paredes da clausura.

A madre superiora, com aguçado senso de urgência, convocou assembleia extraordinária no refeitório do convento e disse a todas as freiras, sem rodeios: “Nossa querida irmã Maria dos Anjos se foi. Em pouco tempo o bispo mandará retirar seu divino corpo de nossa presença, como fez com irmã Angélica, de quem mal tivemos tempo de nos despedir. Desta vez temos que ser rápidas. Vamos começar já o santo rosário e em seguida honrar nossa adorada irmã Maria dos Anjos, para que descanse em paz e sua alma esteja ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo.”. De joelhos, todas as freiras começaram a rezar. Mal terminaram a oração, a madre superiora deu o sinal e, em fila, encaminharam-se para a cela da irmã recém-falecida e começaram o banquete. A irmã Maria dos Anjos tinha mesmo muitas qualidades. Que carne tão tenra! Até seus ossos são doces.

 




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