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26 de setembro de 2016

Pontos de vista

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Às onze da noite, preocupada, Mamãe pensa na sua Filhinha e, no meio dos sombrios pensamentos, a imagina dançando e rebolando como uma louca sem vergonha num antro repleto de homens imorais e igualmente desavergonhados, uma Babilônia qualquer do século vinte e um, pecadora e imunda. Com certeza está fazendo movimentos lascivos e ouvindo aquela música ensurdecedora do demônio. Coitada da minha Filhinha…

Às onze da noite, preocupada, a Filhinha pensa em sua Mamãe e, no meio dos resignados pensamentos, a imagina dançando e retorcendo-se como uma louca no meio do salão do culto evangélico. Esbarra na parede, puxa os cabelos, ajoelha-se e alça os braços em súplica, chora. Com certeza canta e grita em transe furioso, convencida de que assim está se entregando ao Senhor. Coitada da minha Mamãe…

 




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26 de setembro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos Filhinha, mamãe

               
              
            
                

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