Close

19 de setembro de 2016

Sobreviver ao “Grande Quando”

grande-quando3

É a terceira Humanidade que passa pela Terra e, embora acredite que seja singular e única, não difere muito das outras duas que já fizeram morada nesta superfície. Tal como nas anteriores, também agora os Sapiens nascem e, depois de algum tempo, morrem. Uns amam, outros odeiam segundo regras e razões muito semelhantes. Fazem promessas. Sonham. Riem e choram. Se iludem. Se desiludem. Têm propósitos e propriedades. Criam e destroem mitos, heróis, mártires, messias, gênios, deuses, monstros. Acreditam que podem escolher o que quer que seja.

Mas, à diferença das Humanidades anteriores, os homens da atual não tiveram muita sorte. Pelo contrário, desta vez o azar os acompanhou desde o princípio: a chuva de meteoros falhou, errou a órbita e o alvo e foi na direção de outro planeta. O que aconteceu lá não se sabe muito bem, mas notícias dão conta de um enorme estrondo, de big proporções. Por aqui, sem a ameaça das pedras vindas do céu, os dinossauros pastaram solenes, mas tiveram vida curta. O que ganhou vida longa foi aquele azar do início, que até hoje paira na atmosfera e, pelo resultado obtido na última aferição, não dá sinais de que vá abandonar este mundo tão cedo. Sendo assim, o melhor mesmo é aprender a conviver com ele.

Os cientistas concluíram, na última convenção que fizeram, que, da mesma maneira que nas outras duas Humanidades, o maior desafio para quem habita estas planícies, montes e vales é estar preparado e sobreviver ao Grande Quando: quando é a hora de comer e quando é o momento de ser comido.

 




Tags:, , , , , ,
               
              
            
                

Deixe um comentário