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bofetada

Cacos para uma existência provável

I Por um momento pareceu vulnerável e pronto. Mas não vibrava: era de pedra.   II Formatei meu coração, atualizei, reiniciei, mas não instalei o antivírus.   III A tristeza do poeta é ter que usar palavras para explicar suas lágrimas.   IV Sete resmungando Seis bebendo Cinco fingindo Quatro soluçando Três xingando Dois dormindo […]

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O crime e o castigo

Depois da violenta bofetada, no instante preciso em que apartava a mão do rosto de sua mulher, o telefone tocou. Um arrepio percorreu sua espinha: lembrou-se de que tinha jurado nunca mais fazer isso. E não tinha feito até então, não por falta de vontade ou oportunidade. Sua mulher o provocava, frouxo, desempregado, incompetente, brocha!, […]

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