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O impulso que faltava

Há dias tenho a cabeça vazia como um salão de baile depois que a orquestra vai embora. As palavras entram por um ouvido, dão voltas no espaço insondável do meu crânio e fogem, serelepes, pelo outro. Não consigo retê-las e isso me aflige, já que ganho a vida como escritor. Resolvo procurar um especialista. O […]

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Escrever nas margens

Nas margens de uma folha não se deve escrever. Na escola nos ensinam que devemos começar a escrever a partir da linha vertical que existe à esquerda da página, e depois manter as letras e as palavras o mais reto possível na linha horizontal. Assim aprendemos e levamos essa lição para o resto de nossa […]

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Personagens à espera do escritor

As ideias fervem em sua cabeça e não o deixam dormir. Nem comer, nem descansar, nem gastar um tempo pensando em nada. Escreve compulsivamente, tentando dar passagem a todos os personagens que superlotam seu cérebro. Mas as mãos são mais lentas que seu pensamento e raramente acompanham a velocidade com que sua cabeça inventa histórias, […]

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Dar um nome

Nada a dizer. Nada pra escrever. Só uns dedos acariciando uma testa gelada. E a memória, o tempo passado, os erros sem conserto, os arrependimentos, como um gato (mal)acostumado com o crepitar da fogueira das recordações. Faça um favor pra mim: tire uma foto e me mostre, que preciso urgentemente saber o que estou vivendo. […]

20 de agosto de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Poesia dizer, escrever, foto, nome

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Balada do homem horrível

Não sou uma pessoa em quem se possa confiar. Também não sou o que você busca, perdoe-me: sou um viciado, um assassino, um enganador, um ladrão, uma fraude. Não sou um homem bom. Manchei a honra de pessoas decentes. Desfiz casamentos felizes e me orgulhei disso. Matei recém-nascidos. Violei e torturei mulheres. Condenei inocentes a […]

1 de abril de 2015 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Poesia escrever, homem

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Bernardo

  Entre risinhos de satisfação, os olhos brilhando, Carolina guiava os dedos de Bernardo e explicava com carinho como ele tinha que fazer. “Aqui, ó, faz assim, bem devagar.”. Ele fazia cada movimento com cuidado, prestando muita atenção. Ficava feliz com a alegria dela. Esse ritual acontecia todas as tardes, na sala ensolarada do casarão. […]

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