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fantasmas

Historietas da quarentena

TANTO FAZ — Boa tarde. Vim visitar o Gregor. — O Gregor? Quem é você? — Meu nome é Birgit. Birgit Vorsten, a noiva do Gregor. Posso vê-lo, por favor? — Sinto muito, mas não pode vê-lo. — Mas onde está ele? Ficamos de nos ver no Hotel Axa, e ele não apareceu. Fiquei aflita. […]

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Palavras em silêncio

Ele sabe e por isso se cala. Ela sabe e por isso fala. Ele bebe o seu café com creme e fica com um pouco de espuma no lábio superior. Ela se incomoda com isso, mas não diz nada. Ela não vai pronunciar a palavra “lábio”, porque lábio é uma palavra perigosa, suscita ideias, desejos. […]

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Instantâneo

A velha de lenço preto na cabeça não se incomoda de ficar horas dando voltas na casa feita destroços. Era a sua casa. Tenta reconhecer, sem conseguir, a parede do quarto, onde era o banheiro, a sala em que fazia crochê, a cozinha que, nos fins de tarde, parecia um paraíso com cheiro de comida. […]

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Meus fantasmas

Meus fantasmas não são nada originais: sempre me visitam de madrugada, durante o silêncio ensurdecedor da cidade, em que a solidão, para os insones, é tão palpável quanto insuportável. Quando eram vivos, meus fantasmas devem ter visto muito filme B de terror e agora, na condição de fantasmas, teimam em repetir os mesmo clichês. Entram […]

10 de março de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos fantasmas, madrugada, medo

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