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7 de julho de 2020

Tempo de poda

Chegou o tempo de poda do mato nos jardins e parques da cidade. Aí vêm os homens encarregados do serviço. Eis o primeiro. Chega com sua máquina elétrica nos braços e começa a podar as ervas daninhas que brotam do chão, no meio da grama verde. Depois olha para os muros e se prepara para podar o musgo que cresce na vertical. Eu sei que ele dissimula. A máquina faz o trabalho e ele nem sequer sua.

Aí vem o outro. Também traz nos braços sua máquina elétrica e inicia o trabalho. Dedica-se ao capim que cresce ao redor das árvores. Dissimula tal qual o primeiro.

Vem o terceiro. Esse, sim, traz nos braços o que é imprescindível para um trabalho dessa envergadura: sangue nas veias.

 




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