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11 de janeiro de 2016

Tudo está no ar!

multidãoEles cruzam o nosso caminho a todo instante. Às vezes moram conosco ou trabalham na mesma empresa. São iguais a nós. Parecem seres humanos normais, como os corretores de seguros e as pessoas paradas nos pontos de ônibus, nas esquinas e ruas ou na portaria dos prédios ou ainda no balcão de recepção dos hotéis. Alimentam-se de dor, tédio e angústias, como qualquer um. Têm nome, sobrenome e endereço. Amam a hierarquia. Permanecem trinta anos num emprego que detestam. Adulam o chefe no limite da subserviência. Mentem por dinheiro ou por qualquer outro motivo – mentem! Casam-se por interesse. Descansar não faz parte de suas metas; sonhar, muito menos! Utilizam o sexo como arma de dominação. Chantageiam, dissimulam, inventam, escondem, roubam, enganam, não assumem nada.

A frase favorita deles é: “Todo mundo faz isso”.

Ficam horas na frente da televisão e bradam: “Eu amo a democracia!”. Detestam os livre-pensadores. Adoram as crises e todos os danos que elas trazem, porque ganham dinheiro com isso, mas ficam enfurecidos quando o dólar sobe demais e eles não podem ir a Miami para fazer compras.

A frase que mais os amedronta é: “Tudo está no ar!”.

 




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11 de janeiro de 2016 < a href="http://homemdepalavra.com.br/author/" title="Visualizar todas as postagens por " rel="author"> Contos ar, democracia, iguais

              
            
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